A VOZ DO PROFESSOR

A VOZ DO PROFESSOR

A VOZ DO PROFESSOR

Os professores (e outros profissionais) têm na voz uma indispensável ferramenta de trabalho e precisam estar atentos aos cuidados que devem adotar para não prejudicá-la.

Uma pesquisa em âmbito nacional realizada em 2010 pelo Sindicado dos Professores de SP, em parceria com o Centro de Estudos da Voz, questionou 3,265 pessoas a respeito do assunto, das quais 1,651 eram docentes. O resultado revelou que cerca de 63% dos professores já sofreram de alguma alteração vocal, em comparação com apenas 35% da população em geral.

Entre as principais disfonias relatadas pelos profissionais estão o cansaço vocal (92,8%), rouquidão (82,2%) e dificuldade para projetar a voz (82,8%). Uma vez instalado o problema de voz e manifestação das alterações , o sujeito deve buscar o otorrinolaringologista, para realizar uma avaliação da laringe, e um fonoaudiólogo.

Este profissional é capaz de avaliar a voz, associar o diagnóstico do otorrino e tratar a alteração presente caso o problema seja decorrente do comportamento vocal inadequado.

Durante o tratamento, algumas orientações sobre saúde vocal são fornecidas ao paciente com o intuito de promover mudanças em sua rotina. A hidratação é um exemplo.

O fonoaudiólogo oferece ainda ao paciente exercícios para fortalecer a resistência vocal, que devem ser repetidos diariamente em casa. É importante ressaltar que as recomendações, embora gerais, devem ser individualizadas e adaptadas de maneira adequada a cada indivíduo.

“O importante é respeitar os limites de cada profissional, agir na direção de ganhar resistência muscular e vocal para que a disfonia de lugar a uma voz saudável e equilibrada”.

É importante lembrar, também que a voz do professor é um foco de atuação fonoaudiológica de prevenção. É necessário tomar medidas antes que o problema está instalado e afete a qualidade de vida do profissional.